Investigação B – Ed Kemper

Recentemente terminei de ler o livro, vi a série também,  Mindhunter. Escrito por um agente do FBI, o livro vai contar como John Douglas e seus parceiros aprofundaram o conhecimento sobre serial killers. A partir de entrevistas como os assassinos, os agentes conseguiram traçar diversos tipos de perfis, além disso foram eles que criaram o termo “serial killer”.

Um dos assassinos mais enigmáticos e que o autor deixa claro que era muito intrigante: Edmund Kemper, ou só Ed como ele gostava de ser chamado. Educado, uma boa companhia e ainda extremamente inteligente, o que não o impediu de matar 8 garotas.

Ed Kemper real x Ed Kemper da série Mindhunter

Nascido na Califórnia, desde muito jovem Ed sofria abusos da mãe alcoólatra. Além disso,  Kemper torturava animais quando criança. A figura do Kemper está muito associada a seu tamanho: ele tinha dois metros de altura! Essa característica e o fato dele ser um jovem meio “perturbado”, motivaram a sua mãe a trancá-lo no porão de casa com medo que ele estuprasse a irmã.

Com 9 anos seus pais se separaram e ele foi  morar com os avós, com a intenção de deixá-lo menos “arredio”. Todavia, aos 15 anos ele acabou matando avó, para “saber qual seria a sensação”, e o avô, para que ele não visse a esposa morta. Ligou para a mãe e se entregou para a polícia, mas como era menor de idade acabou sendo levado para um hospital psiquiátrico, local onde descobriu que tinha um QI de 145,  ficou lá até os vinte e um anos.

Um dos pontos que o livro Mindhunter traz é que muitos dos serial killers possui um fascínio pelo mundo policial e Ed Kemper não era diferente. Ele queria ser um policial, mas foi reprovado graças ao seu tamanho e peso. Todavia, muitos indícios apontam que o verdadeiro motivo da reprovação é o fato dele ter ido para uma clínica psiquiátrica pelo assassinato dos avós.

Graças a sua inteligência acima da média, Kemper conseguia facilmente manipular os psicólogos da sua condicional. Em 1972, com 24 anos, Kemper voltou a matar. No dia que recebeu a liberdade definitiva, no porta malas de Ed havia o corpo de uma jovem que ele havia acabado de matar.

Com a liberdade, Kemper começou a matar com frequência e sempre usando o mesmo método: oferecia carona para jovens garotas colegiais, as levava para um local afastado e as matava. Por fim, levava os corpos para casa , dissecava e fazia sexo com eles. Kemper frequentava os mesmos bares que os policiais locais e graças a isso acabou tornando-se amigo de muitos deles. Lá além de receber o apelido de “Big Ed”, Kemper sabia como andava as investigações de seus próprios assassinatos.

Em 1973 Ed espancou a mãe, enquanto ela dormia,  com um martelo. Cortou sua cabeça e, além de usar como alvo de dardo, também a utilizou como objeto sexual. Por fim, arrancou as cordas vocais e colocou no triturador da pia pois “isso pareceu apropriado pelo tanto que reclamava e gritava comigo”, contou Ed. Horas depois do crime, Kemper ligou para a melhor amiga da mãe e chamou-a  para jantar, mas quando ela chegou acabou sendo morta por estrangulamento.

Clarnell Stage, mãe de Ed

Após esses homicídios,  Ed dirigiu até Pueblo, Colorado. Lá, ligou para a polícia e confessou seus assassinatos. Ed Kemper foi condenado à prisão perpétua por oito homicídios em primeiro grau. Hoje se encontra preso em Vacaville na Califórnia, está com 68 anos.

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Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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