ByteBites – Star Wars: Os Últimos Jedi

Ao sair do filme Star Wars: Os Últimos Jedis, duas coisas ficaram muito claras para mim: a primeira é que a evolução da tecnologia contribuiu para que filmes ao estilo Star Wars ficassem ainda melhores. O outro ponto é o quão rico é o universo da saga criada por George Lucas. Os novos filmes conseguiram balancear nostalgia e inovação com maestria, agradando tanto os fãs velha guarda quanto a nova geração de fãs.

No episódio VII, O Despertar da Força, o público foi apresentado a nova Jedi e protagonista: Rey (Daisy Ridley). Ela foi responsável por dar continuidade ao legado de Leia Organa: mulheres fortes e que não precisavam ser salvas por ninguém.  Em Rogue One tivemos a Jyn (Felicity Jones) e agora em Os Últimos Jedis temos uma infinidade de personagens femininas que lutam, usando sabres de luz ou estratégias militares, para conquistar seus objetivos.

Os personagens da nova trilogia de Star Wars são carismáticos, além de serem extremamente complexos. O segundo filme mergulha ainda mais nos sentimentos dos membros da Aliança Rebelde e da Ordem, além disso aprofunda as relações dos personagens. Um exemplo disso é como a personalidade de Ray e Kylo Ren é construída simultaneamente e que as ações de ambos influenciam na construção do caráter de cada um.  É muito difícil escolher entre Aliados e Ordem, pois ambos os lados possuem personagens bons.

Um ponto muito interessante da nova trilogia é o fato de extinguirem com aquele tabu que os personagens precisam ser somente bons ou  maus.  É claro que ainda sabemos quem são os heróis e vilões, mas até mesmo o antagonista Kylo Ren (Adam Driver)  se sente tentado a ir para o lado da luz. Luke Skywalker (Ben Skywalker) deixou de ser aquele herói perfeito, para virar um homem amargurado e que perdeu toda a esperança nos Jedi, na rebelião e em si mesmo.

Assim como nos outros filmes, Os Últimos Jedi soube encontrar o equilíbrio entre ação e humor. Ao analisar o plano de fundo, todos os filmes de Star Wars tratam de governos totalitários, mas mesmo assim o filme consegue juntar ação e humor em um assunto sério. Boa parte das cenas de humor são protagonizadas pelo androíde BB-8, que mesmo não emitindo qualquer tipo de som compreensível consegue arrancar gargalhadas do público.

O melhor de todo o filme, sem sombra de dúvida, são os efeitos  especias. Longe de mim criticar os filmes originas, pois sem eles não teria ido até o cinema ver o episódio VIII. Todavia, Star Wars é o filme que precisa de tecnologia e efeitos especiais. Explosões, lutas com sabre de luz e perseguições com naves espaciais fazem os olhinhos de qualquer fã brilharem. Se Lucas conseguiu fazer praticamente o impossível sem dinheiro e com pouquíssima tecnologia, trilogia original, imagina agora que ele tem MUITO dinheiro e tecnologia.

O último ponto que eu preciso falar é do vilão Kylo Ren. Ele surgiu na história nas sombras do vilão mais clássico da cultura pop: Darth Vader. Alcançá-lo já é uma missão difícil, agora imagina superá-lo. Todavia, um ponto muito importante é preciso ser analisado ao comparar os dois personagens: quando fomos apresentados ao vilão Darth Vader ele já estava no ápice da maldade, o processo de construção é contrário ao que vemos de Vader até Anakin. Já o jovem Ben Solo, começa sendo um nada e está em processo de crescimento.Para poder comparar ambos seria necessário que a segunda trilogia viesse primeiro, aquela que conta as origens de Anakin Skywaler, só assim os personagens estariam em pé de igualdade.

A nova trilogia de Star Wars já é muito melhor que aquela que acompanha Anakin Skywalker. Tanto a história quanto os personagens possuem um enorme potencial de crescimento. Posso ser crucificada, mas eu realmente acredito que Kylo pode chegar ou até ultrapassar Vader. Existe uma coisa que Ren tem e sua avô não tinha: a loucura. Darth Vader era guiado por uma certa crença no lado negro, mas Kylo deixou de ser guiado pelo lado negro para ser guiado pela insanidade.

Selo Byte de qualidade:

 

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Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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