ByteBites – Capitã Marvel

O universo de filmes Marvel é extremamente extenso e complexo. Atualmente, contamos com 21 filmes (considerando o aguardadíssimo Vingadores: Ultimato) e desconsiderando o universo televisivo como Agents of Shields que enriquecem, ainda mais, a franquia. A preparação para o desfecho dos acontecimentos da Guerra Infinita acontece com a estreia da Capitã Marvel, mais um personagem que pode ser fundamental para a derrota do insano Thanos.

Carol Danvers (Brie Larson) é uma terráquea recrutada pela sociedade Kree para ingressar na tropa de elite desse povo. Ex-membro da Força Aérea Americana, a heroína não lembra da sua vida na terra, todavia se vê obrigada a retornar ao seu planeta de origem para impedir uma invasão dos seus inimigos, os Skrull. Com a ajuda de amigos, do jovem Nick Fury (Samuel L. Jackson) e da gata Goose, Carol começa a descobrir sobre seu passado e traçar seu caminho para tornar-se uma das super-heroínas mais poderosas do universo Marvel: a Capitã Marvel.

O ponto-chave dessa obra, e de todos os filmes do universo cinematográfico Marvel, é a maneira como as narrativas são construídas para se interligarem e serem coerentes dentro de um todo. Os longas, lançamento após lançamento, vão se completando e encaixando-se na trama maior, não deixando “pontas soltas”. A sensação ao assistir Capitã Marvel é que o sumiço dela, nos filmes anteriores, é justificável e plausível, tendo em vista que até a chegada de Thanos nenhum obstáculo era  tão ameaçador que justificasse a utilização dos poderes da heroína.

A grande amizade entre os atores Brie Larson e Samuel Jackson é vista em diversas entrevistas e, claramente, transmitida no filme. As cenas onde os atores contracenam são grandiosas, já que o público percebe uma amizade natural crescendo entre os personagens, e o fato de Larson e Jackson terem um bom relacionamento fora dos sets de filmagem enriquece a trama ainda mais. Em termos de elenco, a escolha de Brie para o papel da Capitã Marvel foi totalmente acertada, não só pela aparência física entre a atriz e a personagem, mas também pelo fato de Brie Larson ter desempenhado  o papel de heroína com maestria.

Além de Larson e Jackson, a trama conta também com Jude Law que faz o mentor de Carol, e nosso amado Phil Coulson, interpretado por Clark Gregg. Enquanto Gregg faz uma breve participação, Law brilha em todas as cenas em que aparece. O elenco como um todo é extraordinário, os atores estão em perfeita harmonia e transmitem isso para o telespectador.

A história do filme é instigante e interessante. A imersão na trama é natural, acompanhar as origens da heroína e a descoberta da imensidão dos seus poderes é feita de maneira gradual e envolvente. O longa é bem desenvolvido conseguindo contar as origens da Capitã e ainda inseri-la dentro do universo já construído.

Com duração de duas horas e cinco minutos, com duas cenas pós-créditos, Capitã Marvel consegue consagrar mais uma vez a Marvel como a melhor produtora de filmes de super-heróis. Vale mencionar, também, que o grande mérito da DC foi ter sido a primeira a produzir um filme de super-herói com uma protagonista feminina, Mulher-Maravilha, a qual teve uma expressiva bilheteria de US$ 821 milhões. Dois anos depois, a Marvel segue um caminho análogo com um filme que está no mesmo nível do longa da amazona Diana, mas com uma bilheteria que já o ultrapassou, chegando a US$ 912 milhões.

Selo de qualidade Byte:

 

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Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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