ByteBites – Shazam!

O universo cinematográfico da DC vive constantemente em crise: uma sucessão de filmes ruins e atores abandonando seus papéis enfraquecem um universo extremamente rico e repleto de potencial. Entretanto, Mulher-Maravilha e Aquaman conseguiram escapar desse estigma, por serem narrativas que conseguem balancear seu lado mais “dark” com a comédia, diferentemente de Batman x Superman. Em 2019, podemos adicionar mais um filme para acompanhar a Amazona e o Rei dos Mares: Shazam que acaba pendendo para o lado da comédia.

Billy Batson (Asher Angel) é um garoto que perdeu-se da mãe na infância e, ao longo dos anos, tem como missão de vida encontrá-la. O garoto passa de um lar adotivo para outro até que recebe poderes que o transformam no Shazam (Zachary Levi). Com a ajuda de seus irmãos adotivos, o jovem herói precisa derrotar o vilão Doutor Silvana ( Mark Strong).

Diferente de todos os filmes da DC, a proposta de Shazam não é ser um longa denso e violento, mas uma trama leve e voltada para o público infanto-juvenil. Em diversas cenas de luta, os personagens agem de maneira violenta, no entanto  em nenhum momento existe um derramamento de sangue, devido, possivelmente, ao fato de que o longa foi baseado em um cenário, cujo maior público atingido são os jovens e, também, pela essência do herói ser um adolescente que, por magia, vira um adulto, realizando, assim, o sonho de toda a criança: se tornar um super-herói.

Assim como em seu antecessor, o Aquaman, o filme do Shazam segue um caminho mais cômico do que sombrio. Isso os diferencia de filmes anteriores da DC, a exemplo da trilogia do Batman, a qual investe não só numa narrativa sombria, mas também em todo o universo com cenários e figurinos extremamente escuros, bem como personagens motivados por questões políticas e complexas. Entretanto, em Shazam temos o clássico bem contra o mal e um longa extremamente colorido.

A escalação dos atores foi extremamente acertada, no elenco juvenil e nos adultos. Tanto Billy Batson quanto seus irmãos possuem características e personalidades únicas que, ao se combinarem, tornam o longa leve e extremamente divertido. A escolha de Zachary Levi para interpretar Shazam em um primeiro momento pode parecer equivocada, tendo em vista que o porte do ator não condiz com o do herói. Todavia, esse fato se torna irrelevante graças ao carisma de Levi e a facilidade que consegue interpretar uma “criança em um corpo de adulto”.

Logo, o futuro da DC é investir em filmes divertidos e com pouca conexão entre si. Enquanto, a Marvel conseguiu criar um universo cinematográfico rico e interligado, a DC pecou nesse sentido com filmes ruins e atores abandonando os  papéis, tornando, assim, o seu universo desconexo. Por fim, Shazam já pode ser colocado no mesmo patamar de Mulher-Maravilha e Aquaman: longas promissores, com uma adequada dosagem de drama e comédia, os quais merecem uma continuação em grande nível.

Selo de qualidade Byte:

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Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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