ByteBites – Happy!

Durante a infância, todos nós tivemos amigos imaginários; agora pense em uma série onde um deles divide o protagonismo com um assassino de aluguel. Em Happy!, a narrativa é imprevisível, engraçada e extremamente violenta, mas, infelizmente, não possui uma repercussão merecida, mesmo estando dentro da Netflix.

Na história, o imaginário unicórnio azul, Happy (Patton Oswalt), aparece na vida de Nick Sax (Christopher Meloni), um ex-policial corrupto que tornou-se matador de aluguel, pedindo ajuda para encontrar sua amiga humana Hailey (Bryce Lorenzo) que foi sequestrada. Nick e o extremamente positivo unicórnio embarcam em uma
jornada violenta e repleta de humor negro.

O ápice da série está no personagem Happy. Primeiramente, o unicórnio é amigo imaginário de uma criança, o que,  consequentemente, torna o universo dele ingênuo e infantil. Entretanto, ao adentrar no mundo violento de Nick Sax, as percepções e ações da criaturinha azul entram em conflito com as do mercenário. Mesmo sendo um ser fantástico, Happy consegue ser um personagem complexo devido ao fato de possuir emoções e agir de maneira extremamente humana; além disso, é um ser dotado de empatia com um otimismo extremo que se torna, até mesmo, irritante e, por fim, também é profundamente amoroso.

A narrativa como um todo é construída baseada no exagero. Assim, todas as cenas são intensas, principalmente as de ação. A violência presente, praticamente, em todos os episódios é esdrúxula e beira à banalidade, podendo ser presenciada por meio de decapitações, amputações e, também, litros de sangue estão presentes constantemente devido a esse cenário violento. Todavia, dentro do contexto da narrativa essas cenas encaixam-se perfeitamente bem e enriquecem, ainda mais, a trama.

A série foi assertiva na utilização dos efeitos especiais, os quais, em relação a termos técnicos, podem ser considerados mais um acerto da produção. O Happy é um ser fantástico, mas também um amigo imaginário de uma criança, então ele precisa ter características que o deixem infantil e fofinho, por isso que ele parece um  unicórnio de pelúcia. Além disso, outro fator que abrange essa parte técnica são as cenas de violência que, apesar de serem extremamente exageradas, são tão bem feitas que, por breves momentos, tornam-se verossímeis. Focando na história em si, Happy tem uma trama envolvente que instiga o  telespectador a consumir um episódio atrás do outro. O sequestrador é uma figura  tão bizarra, assim como toda a história, tornando a trama viciante.

A parte cômica está constantemente presente na narrativa, entretanto isso acontece através do humor negro explícito por meio de sátiras e ironias. Por fim, focando nos personagens humanos, temos indivíduos excêntricos e repletos de defeitos. Enquanto outras séries exaltam as qualidades de seus personagens ao longo da narrativa, Happy! faz o extremo oposto, retratando-os como violentos, alcoólatras, gananciosos, individualistas e vingativos. A primeira temporada da série está disponível na Netflix e, atualmente, ela se encontra na segunda temporada pelo canal Syfy.

Selo de qualidade Byte:

 

vitoriamollerke@gmail.com'

Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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