ByteBites – Dark

Ao terminar a primeira temporada de Dark, o telespectador pode ficar angustiado e com dores de cabeça tentando entender todas as linhas de tempo e personagens apresentados na série.  Se você pensa que todas as suas perguntas acumuladas vão ser respondidas na segunda temporada, está totalmente enganado; os novos episódios aprofundam o universo, complexificam, ainda mais, os personagens e abrem espaço para novos questionamentos.

Na nova temporada, acompanhamos os desdobramentos do desaparecimento de Jonas (Louis Hofmann) e, finalmente, entendemos, ou quase, como o apocalipse aconteceu. Além disso, somos apresentados a novos personagens e, juntamente com isso, novas linhas de tempo são exploradas.

Em um primeiro momento, a série pode parecer extremamente complexa e com um  difícil entendimento. Entretanto, no decorrer dos episódios, as peças vão se encaixando e o sentido da trama vai sendo construído. A série como um todo é desenvolvida a partir dos detalhes, ou seja, todos os elementos presentes são extremamente importantes para a história geral. A dica é ficar atento a tudo que acontece, pois, até um fato aparentemente irrelevante, pode ser decisivo no final.

A estética de Dark é um dos seus grandes diferenciais. Cada episódio é visualmente belo; não só os cenários, mas também em termos dos detalhes. Isso pode ser evidenciado por meio da capa amarela de Jonas, utilizada em diversos momentos, sendo constantemente contrastada com os cenários escuros e pouco iluminados. Além disso, é visível, também, a preocupação em escolher atores que sejam, fisicamente, parecidos entre si para representar o mesmo personagem, mas com idades diferentes. São particularidades como a escolha dos atores e o breve soar de um relógio –  na troca de cenas que também trocam de períodos temporais – , que fazem dá série única e um dos melhores produtos seriados da atualidade.

O ápice da série está no roteiro. Dark poderia ser somente mais uma história sobre viagem no tempo, entretanto sua construção é tão rica, elaborada e detalhada que, em cada episódio, o telespectador mergulha, ainda mais, na trama, o qual é instigado a continuar assistindo a trama. No fim, a espera para a terceira temporada deixa uma grande ansiedade pairando sobre os telespectadores, tendo em vista que as novas descobertas abrem oportunidades para mais perguntas e um maior aprofundamento no universo de Dark.

A Netflix já confirmou a terceira e última temporada. Acredito que esse fato seja extremamente positivo, já que uma história tão complexa e detalhada como essa pode, facilmente, perder-se em muitos episódios. Observando a série como um todo, o seu potencial é grandioso e, dependendo do seu encerramento, Dark tem grandes chances de ser consagrada como uma das maiores séries da atualidade.

Selo Byte de qualidade:

 

vitoriamollerke@gmail.com'

Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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