ByteBites – Homem-Aranha- Longe de Casa

Com o lançamento de Vingadores:Ultimato, esperava-se que esse fosse o filme que terminaria a terceira fase do universo Marvel, entretanto para a surpresa de muitos Homem-Aranha: Longe de Casa assume o posto de encerrar uma saga épica de filmes. Mais uma vez, a produtora mostra ao telespectador a sua forma infalível de contar histórias, apresentado um herói cada vez mais humano.

O longa se passa poucos dias após os acontecimentos apresentados em Ultimato, Peter Parker (Tom Holland) precisa se adaptar em um mundo sem seu mentor e figura paterna, Tony Stark (Robert Downey Jr). Em uma tentativa de tirar férias de sua jornada como super-herói, Peter embarca em uma viagem, com seus colegas de classe, rumo à Europa. Lá, Parker pretende revelar seus sentimentos para a amiga MJ (Zendaya).

O ápice da trama está na humanização do Homem-Aranha, diferentemente do que ocorre com as produções realizadas pela DC, já que muitos dos personagens da Marvel são humanos antes de serem heróis. Um exemplo disso é apresentado a partir das características do Homem de Ferro, do Senhor das Estrelas e do próprio Homem-Aranha, os quais são indivíduos repletos de falhas e que vão aprimorando suas habilidades de maneira gradual. Entretanto, Superman, Mulher-Maravilha e Flash são seres extremamente poderosos a ponto de serem praticamente deuses, beirando a perfeição. Desse modo, a Marvel consegue criar uma conexão entre seus personagens e o telespectador, uma vez que as imperfeições são as responsáveis por essa relação entre ambos, estabelecendo entre eles um sentimento de empatia, diferente da DC que os distancia, devido à forma de construção e características dos heróis criados por ela.

Esse sentimento de compaixão, gerado pelas produções Marvel, é muito forte em relação à figura de Peter Parker, pois temos um adolescente que se vê diante de enormes fardos impostos a ele e, também, não se acha capaz de assumir tamanhas responsabilidades como a de ser um Vingador e, ao mesmo tempo, preencher o lugar do falecido Homem de Ferro. Paralelamente a isso, ele é um jovem apaixonado que não sabe expressar seus sentimentos e que fica apavorado com a possibilidade de ser rejeitado. Esses sentimentos de incapacidade e rejeição são extremamente humanos, a ponto de nos identificarmos com os problemas de Peter. Assim, o Homem-Aranha, de Tom Holland, é o herói mais humano que temos atualmente.

A escolha de Tom Holland para viver Peter Parker auxiliou na humanização do personagem. Além de ser fisicamente parecido, o ator consegue transmitir a essência do herói: ser o famoso amigão da vizinhança. Além disso, Holland transmite ao telespectador toda a angústia que seu personagem está passando.

A construção do vilão, Mistério (Jake Gyllenhaal), é outro grande acerto do longa. Durante as duas horas de filme, o telespectador fica angustiado para entender as motivações do anti-herói e, ao descobrir, é impossível não sentir simpatia pelo personagem de Gyllenhaal. Além disso, Tom e Jake trabalharam em perfeita sintonia e a dupla funciona como aliada e também como rivais. 

Mais uma vez, a Marvel consegue trazer ao público um grande filme. A nova saga do Homem-Aranha apresenta um universo rico com um elenco maravilhoso. Com toda certeza, grande parte de vocês leitores irá discordar de mim, mas eu, sinceramente, acredito que Tom Holland é a melhor versão do Homem-Aranha de todas, ao compararmos com Tobey Maguire e Andrew Garfield.

Selo de Byte de qualidade:

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Amante de Game of Thrones, Supernatural, Mr.Robot, de personagens complexos e de tudo que tenha uma boa história. Mais Geek do que Nerd. Livros e filmes são paixões, mas séries são o grande amor da vida. Entre os pecados capitais o favorito é a gula. Escolheu o jornalismo pela pouca quantidade de números.

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